Ritmos e festas anuais
“Onde há ritmo há vida”
(Evelyn Francis Capel).
Os ritmos sugerem movimento. Da relação entre o sol e a terra temos as estações do ano, que não só acontece no mundo vegetal como também no animal.
A Terra no inverno tem toda a sua atividade no interior dela e na primavera volta-se para a superfície externando essa atividade.
Nas estações temos a representação da respiração da alma da terra, de forma semelhante podemos notar como o homem se expressa no ritmo das estações, ora mais interiorizado , ora mais extrovertido.
Temos o ritmo dos meses com suas doze qualidades – expressão das forças do zodíaco. Sete dias da semana – expressão das sete forças planetárias. Aniversário do nascimento, ritmos que marcam a biografia humana: três, sete, nove anos e outros.
Há o ritmo Cristão que mostra a atuação de Cristo, evidenciado pelas festas: Advento, Natal, Páscoa, São João e Micael. No jardim de infância os ritmos e a imitação são as ferramentas do aprendizado da criança, a repetição e a imitação a partir de uma atividade interior abrem a porta de sua vida cognitiva.
A cada dia as atividades são feitas à mesma hora, outras se repetem apenas uma vez por semana. Há também as festas que acontecem apenas uma vez por ano, e ao chegarem tudo é revivido intensamente.
Pelo ritmo a criança aprende o que não pode aprender de modo abstrato. Quer que se repita uma história várias vezes.
Este é também o segredo do brincar infantil, enquanto ocorre ritmicamente não cansa por ligar-se aos processos rítmicos do homem, os quais, como a respiração e o batimento cardíaco, tampouco podem cansar.
Quando no brincar há algo arrítmico ou intelectual, a criança se cansa rapidamente. Da mesma forma que, reviver algo que foi vivenciado com muita alegria, será posteriormente a capacidade de relembrar um pensamento captado com interesse.